terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Em Salta e San Antonio de Los Cobres

Hoje segunda-feira dia 04 de fevereiro de 2008, acordamos as 08:30, descemos para tomar café e então fomos andar pela cidade para conhecer os museus. Não conseguimos conhecer nenhum, pois um estava em reforma, e outros não abriam na segunda-feira.
Decidimos almoçar por Salta e então logo após o almoço pagamos a conta do hotel, e fomos abastecer o carro.
A comida aqui na Argentina é horrível, já estamos com saudade da comida brasileira. Eu já não agüento mais comer napolitano de carne ou de pollo. Pollo se fala “pojjo” é uma carne de uma ave, só que eu desconfio que é de uma ave tipo um urubu.
É muito difícil conseguir trocar notas mais altas, tipo 20 pesos para pagar, algo de menos de 5 já complica.
Os postos de gasolina em Salta tem GNV, foi o único lugar depois de Criciúma que encontramos. Aqui eles chamam de GNC. Na Argentina é obrigado usar o selo do INMETRO colado no parabrisa. Eu abri o porta-luvas e mostrei pra eles, então os frentistas foram abastecer, mas não sei quem inventou isso, o bico de abastecimento no Brasil é diferente na Argentina, então não é possível abastecer os carros com GNV do Brasil na Argentina e vice-versa.
Pegamos o mapa e saímos de Salta para San Antonio de Los Cobres.
A estrada é parte asfaltada e partes de terra, alguns lugares corta um córrego no meio da estrada, em outros, só passa um carro e é preciso passar businando pois se vem outro do outro lado, tem que esperar.
A paisagem no caminho é deslumbrante, e da para ver gelo, nessa época do verão, nos cumes das montanhas.
Existem muitos cactos.
Chegamos em San Antonio de Los Cobres as 16:30, paramos em frente a informações turísticas, estava fechado, mas veio um menino correndo a nosso encontro e falou que tem nos levava para conhecer os pontos turísticos aqui da cidadezinha.
O menino que nos serviu de guia chama-se Roberto Gustavo, um garoto de 14 anos, muito esperto, com cara de boliviano. Ele entrou no carro e nos levou a conhecer os arredores da cidade.
A cidade tem pouco mais de 6 mil habitantes, sua economia no passado era mineração do ouro e cobre, porem no final da década de 70 houve uma chuva muito forte e inundou as minas, e todos os mineiros morreram. Fecharam as minas. Hoje a cidade vive de artesanato.
Fomos conhecer a ponte de Las Nubles, é uma ponte muito alta e passa trem nela, porem o trem de las nubles foi desativado desde 2005 por causa de acidentes e nesse ano no mês de abril, voltará a operar.
Conhecemos também águas termais que sai da terra há mais de 2500 metros com uma temperatura de 40 graus.
Comprei do Roberto um gorro parece o gorro do chaves, paguei 12 pesos. O Marcelo comprou uma ilhama feita de lã.
Encontramos 3 hoteis na cidade, dois bem caros, e um outro barato, porém não tem água quente, nem calefação ou ar condicionado. A temperatura nessa época a noite é de 10 graus, e durante o dia passa dos 30. Decidimos dormir no hotel mais caro, são 280 pesos para os três.
Colocamos as bolsas nos quartos, saímos e encontramos o único posto de gasolina, já deixamos o carro abastecido para sairmos cedo daqui amanhã.
Estamos a 3770 metros acima do nível do mar, e a cabeça dói muito, o pulmão fica faltando ar, nossa é muito complicado, essa noite vai ser difícil para passarmos, tomamos uns remédios para poder dormir.
Agora são 22:30 e ainda estou escrevendo esse texto para posta-lo amanha, aqui no hotel não tem internet.
O sol nasce as 7:30, e o café da manhã é servido após as 08:00, então vamos sair de San Antonio de Los Cobres depois do café.






















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