Foto dos travesseiros na Argentina, dois travesseiros deu o meu tamanho.
Saimos de possadas as 10:00, íamos sair antes, porém vimos que tinhamos uma confusão no seguro do carro.
A carta verde que vale no mercosul contra terceiros e se paga R$ 35,00 estava com data para dia 06/02 e então quer dizer que estavamos (estamos) sem validade contra terceiros. Decimos então ir na liberty seguros em Possadas e esperar abrir, o pessoal falou que abria as 10:00.
A Liberty não abriu, e então fui tentar ligar num telefone publico para o Brasil, na Liberty, porém os telefones não deixavam fazer ligação internacional a cobrar.
Como eu tenho um pavio meio curto e a paciencia esgotou, decidir que iamos seguir adiante e então estarmos preparados a pagar mais propinas hehehe.
Fomos destino a Corrientes, abastecemos, a "chica" ficou olhando pra minha cara, enquanto enchia o tanque e vazou gasolina do tanque. Ela deu uma limpadinha....
Em Corrientes se atravessa uma ponte muito grande e bonita, que troca a provincia, aqui na Argentina Provincia são os nossos estados ali no Brasil.
Atravessando Corrientes, a estrada está em reforma, muito ruim, máquinas na pista, depois fica bom, andamos muito rápido, a estrada é uma reta infinita, sempre reta... Conseguimos dirigir a 140 e 150 km/h.
Passando a cidade de Corrientes, as demais cidades são muito pequenas, nos imaginamos naqueles filmes americanos de faroeste.
Eram 19:30 e começamos a procurar um hotel para passar a noite, vimos uma placa "Hotel 9 de julho", entramos no vilarejo, e passamos em frente o hotel, era muito precário e não tivemos coragem de encarar.
Então conversamos com um pessoal que estava jogando cartas, e eles nos informaram que haviam umas cidades a frente um pouco maior que essa.
Decidimos tocar a diante.
Chegamos numa cidade, perguntamos e encontramos um hotel a preço de $ 25,00 por pessoa. Fomos conhecer e a mulher era meio louca, então deixamos o carro la, fomos num "comedor" ao lado do posto de gasolina e depois de muita conversa com o garçon conseguimos entender algo que podiamos comer.... napolitano com batatas.
Conversando com o garçon ele disse que tinha uma cidade proxima e que teria dois hoteis. Tinhamos agora, que ir la no estacionamento do hotel que deixamos o carro e sair de fininho... hehe, então fizemos isso enquanto o jantar não ficou pronto, deixamos o Marcelo la na mesa e eu e Elton pegamos o carro bem rapidinho...
A comida é o nosso filé a parmegiana e tava muito boa.
Tomamos uma cervejinha e fomos para a próxima cidade.
Lá tinha carnaval, mas nao tinha nada haver com o nosso carnaval, é uma festa de crianças, em que eles correm de um lado pro outro, a cidade com muitas luzes, ruas fechadas, e as crianças dando banho com aquelas espumas.
Subimos para ver o quarto do hotel, era muitoooo feinho e custa $ 25,00 por pessoa.
Descemos e entao fomos ver o segundo hotel que tinha na "cidade".
O hotel parecia ser bom, mas o preço também era muito bom, então para uma noite podiamos ficar nesse hotel feinho, o nome dele é malloca e para honrar o nome era uma verdadeira malloca.
O chuveiro não aquecia a agua.
Papel higienico ficava pendurado alto que eu precisava de uma escada para pegar.
Tinha uma barata no chuveiro que ficava olhando e de la ela nao saia.
A porta do banheiro tava toda podre, pois a agua dóo chuveiro cai direto nela.
O reboco da parede estava caindo e tinha um quadro todo torto tapando ela.
Tinha tanto pó nos criados mudos que dava para escrever em cima.
De manhã me acordei era 6:00 acordei o marcelo e o Elton e disse para eles para nós sairmos correndo dessa cidade, nos arrumamos e tal, na hora de abrir a porta, o trinco da porta girava ao redor e não abria. Estávamos pensando em pular a janela, e chamando pelo "recepcionista" do hotel que não nos ouvia.
Um cara de um quarto ao lado acordou e veio abrir a porta para nós.
Descemos, pagamos a conta e então fomos abastecer o carro.
Nenhum dos dois postos da cidade tinha gasolina normal, então abastecemos com gasolina super mesmo. Eles não a chamam de gasolina nesses postos, chamam de nafta. Como não tinhamos outra opção colocamos a "nafta" e seguimos adiante.
Dica 1: cartão de credito, apenas mastercard ou visa, e não é todos os lugares que aceitam no interior das cidades maiores.
Dica 2: atravessar a fronteira e trocar reais por peso, porque senão depois tem que ficar procurando casa de câmbio.
Dica 3: sempre que ver um posto, abasteça, pois tem lugares que fica muito tempo sem um posto.
Foto de uma motinho muito usada aqui